Errata

Queridos assinantes do blog

Com relação ao post de hoje gostaria de corrigir um erro de digitação no terceiro parágrafo antes do final na palavra “mostrar” que saiu sem a letra “r” no final. Peço desculpas porque não poderei consertar esse erro no e-mail que já foi enviado para vocês. Nesse caso, sugiro que leiam o post diretamente do blog, onde já fiz a edição e adicionei a letra que estava faltando.

Mais uma vez desculpem o transtorno,

Mirka da Pieva.

http://www.mirkapiano.com

 

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A União Faz a Força!

Pois é…quando eu levanto a bandeira de professora particular de piano as pessoas pensam que eu saio solitária aí pelo mundo ensinando outros a tocarem esse instrumento!

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Na verdade não é bem assim! Eu acredito muito na união com outros profissionais da área tanto para aperfeiçoar quanto para simplificar e otimizar nosso trabalho! Pois é, eu sou sim autônoma, mas tenho um grupo querido de colegas com os quais me junto para realizar diversas atividades durante o ano!

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Quais são as vantagens?

Troca de ideias e materiais: sou super a favor do professor estar sempre atento para inovar sua maneira de ensinar. Conversar com outros colegas faz a gente ampliar nossa visão através de experiências, livros, métodos, materiais e recursos! Num post antigo compartilho sobre os encontros que promovemos para esse “troca troca” de ideias! E como a gente aprende com isso!

Captação de alunos: parece uma contradição eu colocar isso como vantagem, afinal, como outros professores que podem ser vistos como “concorrentes” podem me ajudar a ter alunos? Acreditem,  isso funciona de verdade! Eu e meus colegas estamos constantemente indicando alunos uns para os outros, especialmente quando recebemos alguém que não se encaixa dentro da nossa agenda de horários ou bairro de atuação!

Realização de eventos: dividir com outros colegas a árdua tarefa de realizar eventos anuais para os alunos é um alívio sem fim! Organizar um recital, por exemplo, demanda tanto trabalho e energia do professor, então quando podemos contar com a ajuda de outro profissional para essa tarefa é realmente algo maravilhoso! Sem falar que os recitais solo, recitais de duetos, cursos, workshops, masterclasses, visitas a teatros para assistir concertos e festas contam com um número muito maior de participantes, já que temos alunos de vários professores envolvidos! Fica muito mais animado  e podemos fazer diversos eventos focados nas faixas etárias e interesses!

Divulgação: dividir custos de divulgação das aulas também é uma das vantagens de se trabalhar associado a outros profissionais. A manutenção de um site, o trabalho de gráfica, impressão de cartões, panfletos, os custos com eventos, tudo isso fica mais leve no bolso quando rateado com outros colegas!

Uma coisa importante!image

Trabalhe com pessoas com os quais você tenha afinidade, que sejam profissionais bem qualificados, dedicados, que sejam sérios e comprometidos com o ensino! Gente “do bem” mesmo! Durante meu curso de Pós em Pedagogia do Piano, fiquei um ano inteiro observando meus colegas para então convidar uma delas, Nariá Assis, que eu achei ser a pessoa perfeita com quem gostaria de trabalhar! Depois dela as outras professoras vieram por indicação minha ou dela e foram selecionadas porque tinham, entre outras qualidades, todas as citadas anteriormente! Escolher as pessoas com as quais vamos trabalhar é muito importante, especialmente no início do processo, já que elas vão ajudar a formar a cultura do grupo . Além disso é essencial que sejam pessoas sim diferentes e que se complementem, mas que tenham muitos objetivos em comum!

No momento temos outras pessoas (excelentes profissionais) com quem no futuro gostaríamos de convidar para compor nosso quadro. Agora é uma questão de vermos o quanto poderemos crescer em número de alunos para que isso aconteça! Tudo no seu momento certo!

Que grupo é esse?

O Pianópera!

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O grupo do qual faço parte chama-se Pianópera – Aulas de Piano e Canto!  Somos 5 professores, 4  de piano e 1  de canto! O trabalho começou somente comigo e meu marido, Vinicius Kirchhof que é cantor, depois vieram as colegas de piano (em ordem) Nariá Assis, Raisa Richter e Viviane Gonzalez. Fazemos reuniões de tempos em tempos para decidirmos juntos sobre estratégias de divulgação, calendário anual de eventos e temos um grupo no whatsapp para conversarmos sobre detalhes de aulas, recitais e recomendações de alunos! Embora não tenhamos uma sede física e cada um de nós atenda a sua rede particular de alunos, esse  trabalho em conjunto é uma ótima sinergia e funciona muito bem para todos nós!

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Convido todos a visitarem nosso site e se tiverem um trabalho parecido com o nosso, por favor, compartilhem nos comentários. Ou se ainda não pensaram sobre isso, considerem a possibilidade de associarem-se a outros colegas e vejam se isso não será mais vantajoso para vocês e para eles também!

https://pianopera.wordpress.com

Então é isso! A união faz a força, pessoal!!

Um ótimo ensino de música a todos!!

Mirka.

 

Vale a Pena Ver de Novo

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Hoje vou reciclar um post, um dos primeiros que compartilhei aqui no blog desde que comecei há uns quase 2 anos atrás. Vale a pena relembrar porque tem tudo a ver com o nosso tema de hoje do Faça você Mesmo,  é super fofo e as crianças adoram! É o PIANINHO DOBRADURA!

Piano Origami

Para ver o post sobre o Pianinho, clique AQUI.

Um bom ensino de piano a todos,

Mirka.

 

 

 

 

 

 

Até Debaixo D’água!

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Na semana passada eu compartilhei um material para ajudar a memorizar as notas nas linhas e espaços da CLAVE de SOL!! Hoje gostaria de fazer um post coordenado disponibilizando para vocês uma opção de atividade para a CLAVE de FÁ! Mas dessa vez não encontrei nenhuma frase “milagrosa”, então minha sugestão para ajudar no aprendizado é memorizar 4 notas de referência (notas de âncora), que os alunos devem saber até “debaixo d’água”. São elas: o dó central, o fá da clave (quarta linha), o dó do segundo espaço e o sol da linha 1. Usando essas notas como guia é possível identificar outras ao redor (nas linhas e espaços vizinhos). Segue o pdf do material e também a opção em figura para copiar e imprimir.

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Notas de Âncora PDF

Bom ensino de música a todos!

Mirka.

Etiquetando os Livros📚

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A ideia de organização de hoje é dedicada aos livros!

Desde que comecei a trabalhar como professora de piano sempre separo uma porcentagem da minha renda para a aquisição de livros! É um investimento absolutamente essencial!! Esses materiais compõem minha base de apoio para as aulas, trazem ideias e recursos novos, partituras, exercícios…Mas ao longo dos anos estou colecionando uma quantidade enorme e está ficando difícil organizar tudo de maneira eficiente. Então encontrei uma ideia simples na internet: separar por cores de acordo com o tema usando etiquetas circulares da Pimaco, aquelas que a gente usa para fechar envelopes de convite! O projeto ainda está em andamento. Abaixo coloquei algumas fotos e um vídeo explicativo!

(Observação importante: se você esta inscrito no blog e está recebendo esse post por e-mail, por favor, visite o site http://www.mirkapiano.com para poder assistir ao vídeo anexado a esse artigo. Infelizmente ele não vai funcionar via e-mail. Desculpem o transtorno.)

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Boa organização a todos!!!

Mirka😀

A difícil tarefa de escolher o repertório

 

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Uma tarefa que eu considero desafiadora na profissão de professora particular de piano é a de fazer a seleção de músicas para o repertório dos alunos. Não é só porque dá trabalho, mas porque é uma atividade complexa mesmo. São muitas variáveis a serem consideradas: o nível do aluno, o objetivo que o professor pretende alcançar ao dar determinada música, o grau de dificuldade técnica e musical da obra, a motivação do aluno, etc. E o professor precisa conhecer muito repertório e estar sempre pesquisando! O X da questão para mim é saber balancear a dificuldade da música com o potencial do aluno. O risco é sempre o de escolher algo fácil demais e ele ficar entediado, ou difícil demais e ele ficar frustrado ou algo que não seja assim tão simples, mas que também não apresente nenhum grande desafio e o aluno ficar estagnado num platô de aprendizado. No final, para uma seleção mais equilibrada a ideia talvez seria ter um repertório com um mix de cada um desses tipos que citei. Gostaria de exemplificar isso com três experiências que tive com 3 alunos diferentes:

Primeiro caso: Easy Play!

Esse aluno aprendeu a música super rápido. Ele achou a música fácil e logo a memorizou! Pelo vídeo é nítido que estava tão “nos dedos” dele  que deu até tempo de fazer graça para a câmera enquanto tocava  😜. Pensando nos prós e contras, o risco seria de fato ele ficar entediado pela falta de desafio. O lado positivo é sempre o de que as crianças (ok, não só as crianças, mas os alunos em geral) gostam de saber que estão progredindo, que estão aprendendo. Eles têm esse feedback imediato quando tocam uma música mais simples do que o nível em que realmente estão. Esse é um fator motivacional poderoso e que traz inúmeros benefícios para os alunos, engorda o repertório, traz sensação de realização e, se o aluno gostar muito da música, melhor ainda pois será uma diversão. Foi isso que aconteceu aqui:

Há uma professora e compositora australiana chamada Elisa Milne, que tem um blog fantástico onde escreve sobre temas relacionados a pedagogia do piano. Ela defende muito essa ideia de trabalhar várias obras consideradas fáceis. Na verdade muitos alunos dela recebem um certificado anual por completarem 100 músicas, sim você não leu errado, eu disse 100 músicas! Esse ano ela fez um desafio a outros professores mundo a fora de trabalharem 40 músicas. Não é uma questão de quantidade versus qualidade, até porque o objetivo final é que as obras estejam todas bem acabadas, refinadas mesmo. A ideia de Milne na verdade é quebrar o paradigma de se trabalhar apenas 1 ou 2 músicas difíceis durante o semestre e isso se resumir a tudo o que o aluno sabe tocar!! Além disso, segundo Milne, outro benefício de dar músicas mais acessíveis são uma melhora substancial da leitura e da compreensão musical. Vejam o link abaixo (em inglês):

https://elissamilne.wordpress.com/2015/09/27/40-piece-challenge-updates/

Segundo caso: Na Medida Certa

Tenho outra aluna adulta que é natural dos Estados Unidos. Ela não tinha nenhuma música brasileira no seu repertório, mas propus a ela de incluirmos uma (a Paulistana no 1 do Santoro) para que ela tivesse essa experiência. A música estava certa para o nível dela, nem fácil demais e nem muito difícil. O desafio nesse caso seria aprender um novo estilo ou motivos rítmicos um pouco mais complexos, ou seja, pontos específicos inerentes a essa obra. O resultado foi muito satisfatório. Embora não tenha sido algo com alto grau de dificuldade,  ela adorou aprender justamente porque era diferente do que já havia tocado, e achou a música linda!

Terceiro caso: Hardcore!!

Esse último caso que gostaria de relatar é algo muito interessante como experiência pra mim. Eu já cometi o erro no passado de dar uma música muito difícil para um aluno baseado no potencial que eu imaginava que ele tinha. Bem, ele tinha condições, mas precisaria aumentar o tempo de estudo e aplicar estratégias específicas para aprender a música (que obviamente trabalhamos em aula). Mas aí vem uma verdade muito importante: uma coisa é você escolher a música e a outra muito diferente é o aluno ter tempo de estudar, querer estudar, saber estudar e abraçar a ideia de estudar mais intensamente. E aí eu paro para pensar: será que vale a pena? Será que esse aluno nesse momento está pronto para isso? Será que ele está motivado o suficiente? Será que não é só vaidade da minha parte como professora querer que ele toque isso?

Bem, embora todas essas questões sejam importantes e devam ser consideradas (e para não deixar ninguém com medo e arriscar),  o caso que quero relatar foi na verdade ao contrário, um aluno iniciante (com exatos 1 anos e 3 meses de aula) que me pediu para aprender a Sonata ao Luar de Beethoven (primeiro mov.). É lógico que eu expliquei com todo o tato que ainda não estava na hora. Para mim estava na cara que seria um caso clássico de abandono da música na metade do caminho por falta de condições musicais e técnicas. Mas o danado do garoto estava tão, mas tão motivado para aprender a música que cada dia lia (com muita dificuldade) uma ou duas linhas e já ía memorizando. A cada semana ele me mostrava um pedaço que havia aprendido. Bem, me rendi a força de vontade e a enorme motivação  do aluno e comecei a trabalhar a música com ele. O resultado está aí no vídeo do recital de final de ano (do ano passado)! Ainda haveria muito mais a ser trabalhado na obra, questões musicais e técnicas, mas foi uma realização e tanto que deixou ambos professora e aluno orgulhosos. Moral da história para a Mirka aprender: um aluno motivado, determinado e disciplinado supera limitações que a própria professora imaginou que não seriam possíveis de serem ultrapassadas!

Queridos amigos e colegas que me acompanham no blog! Para finalizar quero deixar claro que esse post não teve a intenção de dar respostas, quem sou eu para isso!?! O fato de eu ter trazido três casos de sucesso não quer dizer que tenho fórmula pronta, na verdade não tenho fórmula nenhuma e nunca pretendo ter. Essas foram apenas algumas experiências que achei interessantes de serem compartilhadas. Mas a ideia desse artigo é justamente trazer a reflexão sobre essa questão da escolha do repertório, que para mim continua sendo um desafio. Mas quer saber?! Eu gosto de desafios!!  Então vamos lá!

Bom ensino de piano a todos,

Mirka.

Amanhã, super novidade…

Olá!

Só gostaria de lembrar o que prometi no início da semana. Amanhã teremos uma super novidade aqui no blog. Será o lançamento do Jogo Mata Mosca, com um vídeo produzido pela minha querida webdesigner Kyoko Obata.

Convido todos a visitarem o blog amanhã!!

Um abraço e até lá!

Mirka 😉