Colorindo a Partitura

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Em um post anterior abordei a questão da importância de anotar a tarefa com clareza para ajudar o aluno a ter um estudo mais eficiente em casa! Gosto  de usar cores diferentes para cada tópico do dever de casa, especialmente com as crianças! Mas além disso, também costumo colorir a partitura!

No início era assim:

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Essa sonata para violino encontrei outro dia desses no Facebook!! Bem, brincadeiras à parte, as partituras dos meus alunos estão longe desse nível de poluição visual, mas quando comecei a lecionar usava somente lápis de escrever para marcar o que deveria ser corrigido. Não levou muito tempo para perceber que de uma aula para a outra  as anotações novas se confundiam com as antigas e acabavam se perdendo. Em resumo, o aluno já não prestava a devida atenção e o que era pior,  os erros se mantinham! Foi então que eu comecei a usar cores! Uma ideia ridiculamente simples, mas que ajuda muito, especialmente os alunos com dificuldade de foco e atenção!

Então, como rata de papelaria assumida que sou, estou sempre munida de canetinhas marca texto, canetas esferográficas e hidrocores coloridas, bem como post-it (em português: bloco autoadesivo)!

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Sobre os bloquinhos autoadesivos, na National Conference for Keyboard Pedagogy em Chicago no ano passado assisti a um workshop com as maravilhosas Diane Hidy e Elissa Milne, no qual  sugeriram esse recurso para alunos com dificuldade de concentração. Elas deram vários exemplos e um deles foi o de utilizar post-it para marcar na partitura onde deveria estar o foco do aluno. Outra ideia seria utilizar um postit gigante (ou papéis coloridos) para cobrir parcialmente a partitura, revelando ao aluno apenas um trecho ou um aspecto específico da música que deva ser o foco de atenção naquele momento (uma condução de baixo, uma progressão harmônica, um padrão rítmico, uma linha melódica, o dedilhado de uma passagem escalar…)

Vejam os exemplos abaixo:

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Até aí tudo bem, os post-its são recursos temporários e podem ser retirados quando não forem mais necessários, mas  agora falando bem a verdade eu achava um sacrilégio escrever de caneta, especialmente nos livros dos alunos. Ainda bem que me despreendi dessa quase “tradição” de escrever somente a lápis e questionei sua eficiência! Foi então que ficou claro para mim que mais importante do que o “medinho” de colorir a partitura do aluno de caneta, é que ele efetivamente compreenda o que deve ser feito! Por isso, cada anotação nova vai com uma cor diferente e eu reforço na agenda escrevendo (por exemplo): “observar anotações em vermelhon na partitura”!

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Tem dado resultado e a probabilidade do aluno não lembrar o que deve ser corrigido ou no que ele deve prestar atenção na hora de estudar diminuiu muitíssimo! Então, que tal? Vamos colorir a partitura?

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Um ensino de música bem colorido a todos!

Mirka.